Pai e filho no parque

Município de Coruche

Dia Internacional da Felicidade - Contexto...

O Índice de Felicidade Bruta ou IFB em inglês Gross National Hapiness é um índice que serve ao governo do Butão em medição da felicidade e do bem-estar da população do país. Inscrito na constituição e promulgado a 18 de julho de 2008, ele serve-se de uma definição do nível de vida em termos mais globais do que o produto interno bruto sozinho.

 

Preconizado pelo rei do Butão Jigme Singye Wangchuk, em 1972 este índice tem como objetivo de ser um guia de estabelecimento de planos económicos e desenvolvimento do país sempre respeitando os valores espirituais do Budismo. O Índice de Felicidade foi enunciado como já se disse em 1972, vários conflitos políticos internos atrasaram a ideia em sua materialização consensual nomeadamente em documentos oficiais aprovados pela ONU não obstante o rei ter exposto aos meios de comunicação mundiais aquando da sua participação na cimeira dos países não alinhados em Cuba, em 1979. Foi necessário esperar o ano de 1998 para ver o Índice de Felicidade Bruta ser apresentado e explicado detalhadamente apresentado pelo primeiro ministro Jigmi Y. Thinley aquando da Cimeira Milenar Ásia Pacifico. O Índice de Felicidade Bruta é de imediato pensado como forma de avaliação a longo termo para compreender melhor o desenvolvimento de um País, proteger a preservação de recursos necessários e para as gerações futuras e de contribuir para uma melhor harmonia com os valores espirituais budistas do reino. Este índice repousa em quatro pilares fundamentais: Um desenvolvimento económico e social durável e igualitário; a preservação e a promoção das tradições culturais do reino do Butão; a salvaguarda do meio ambiente; e uma boa governança local, regional e nacional. Em 2008 o Índice da Felicidade integra a nova Constituição do Reino. Em 2011 estes quatro eixos foram avaliados através de 72 critérios de medida.

 

Um índice homónimo, um segundo índice baseando-se em sete fatores foi proposto por Med Jones presidente da entidade Internacional Institute os Management  a saber: A economia; o ambiente; a saúde física; a saúde mental; o bem estar no trabalho;  o bem estar social e a saúde política. Cada um destes critérios avaliados individualmente por via de questionários junto das populações e de análises estatísticas (o número de reclamações/queixas a nível laboral; agressões e vários tipos de violência; o número de divórcios; doenças graves; uso de anti depressivos etc… dando na sua avaliação uma medida quantitativa da Felicidade. Cinco foram as as conferências a saber que juntaram centenas de personalidades sobre o Índice da Felicidade Bruta – No Butão em 2004; Na Nova Escócia em junho de 2005; Na Tailândia em 2007; no Butão em 2008 (ano em que é integrado o índice na constituição do reino) e sob a égide e suporte das Nações Unidas em 2011. Um estudo referencial, intitulado World Happiness Report, realizado por investigadores americanos com interesse para a ONU estabelece várias classificações e ranking’s de 156 países em função do nível de felicidade, uma aproximação similar ao Índice de Felicidade Interna. O caso de Portugal apresentamos alguns índices encontrados nessas escalas e ranking’s.

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Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da ONU

Sobre o World Happiness Report (Relatório Mundial da Felicidade)

Ranking of Happiness 2017–2019

1. Finland (7.809)
2. Denmark (7.646)
3. Switzerland (7.560)
4. Iceland (7.504)
5. Norway (7.488)
6. Netherlands (7.449)
7. Sweden (7.353)
8. New Zealand (7.300)
9. Austria (7.294)
10. Luxembourg (7.238)

Portugal Lugar 2020 59/153 Países
No WHR_2019 a sua posição era 66/156
No WHR_2018 a sua posição era 77/156
No WHR_2017 a sua posição era 89/156

Num ranking apenas com os países europeus (43 países) Portugal tem subido de forma muito discreta nesse índice
2017 - 38/43
2018 - 34/43
2019 - 30/43

Changes in Happiness from 2008–2012 to 2017–2019


1. Benin (1.644)
2. Togo (1.314)
3. Hungary (1.195)
4. Bulgaria (1.121)
5. Philippines (1.104)
6. Guinea (1.102)
7. Congo (Brazzaville) (1.076)
8. Serbia (1.074)
9. Ivory Coast (1.036)
Portugal 26/149 Países

Global Ranking of Cities - Current Life Evaluation - 2014-2018

1. Helsinki — Finland (7.828)
2. Aarhus — Denmark (7.625)
3. Wellington — New Zealand (7.553)
4. Zurich — Switzerland (7.541)
5. Copenhagen — Denmark (7.530)
6. Bergen — Norway (7.527)
7. Oslo — Norway (7.464)
8. Tel Aviv — Israel (7.461)
9. Stockholm — Sweden (7.373)
10. Brisbane — Australia (7.337)
Lisboa ocupa o lugar 101/186


Global Ranking of Cities - Changes in Current Life Evaluation - 2014-2018

1. Abidjan — Ivory Coast (0.981)
2. Dushanbe — Tajikistan (0.950)
3. Vilnius — Lithuania (0.939)
4. Almaty — Kazakhstan (0.922)
5. Cotonou — Benin (0.918)
6. Sofia — Bulgaria (0.899)
7. Dakar — Senegal (0.864)
8. Conakry — Guinea (0.833)
9. Niamey — Niger (0.812)
10. Brazzaville — Congo Brazzaville (0.787)
Lisboa ocupa o lugar 26/173

Global Ranking of Cities - Future Life Evaluation – 2014-2018


1. Tashkent — Uzbekistan (8.390)
2. San Miguelito — Panama (8.372)
3. San Jose — Costa Rica (8.347)
4. Accra — Ghana (8.297)
5. Panama City — Panama (8.286)
6. Denmark- Aarhus (8.286)
7. Copenhagen — Denmark (8.208)
8. Helsinki — Finland (8.206)
9. Atlanta — USA (8.204)
10. Freetown — Sierra Leone (8.203)
Lisboa ocupa o lugar 147/186

Global Ranking of Cities in Terms of Positive Affect

1. Asuncion Metro — Paraguay (0.892)
2. Mogadishu — Somalia (0.877)
3. Vientiane/Vianchan — Laos (0.873)
4. San Pedro Sula — Honduras (0.867)
5. Quito — Ecuador (0.862)
6. San Jose — Costa Rica (0.860)
7. Cork — Ireland (0.857)
8. Reykjavik — Iceland (0.855)
9. Santiago — Chile (0.853)
10. Montevideo — Uruguay (0.850)
Lisboa ocupa o lugar 113/183

Global Ranking of Cities in Terms of Negative Affect

1. Taipei — Taiwan (0.110)
2. Prishtine — Kosovo (0.132)
3. Shanghai — China (0.140)
4. Tallinn — Estonia (0.144)
5. Singapore (0.144)
6. Ashgabat — Turkmenistan (0.144)
7. Baku — Azerbaijan (0.145)
8. Wellington — New Zealand (0.152)
9. Almaty — Kazakhstan (0.158)
10. Moscow — Russia (0.159)
Lisboa ocupa o lugar 153/183

 
Pessoas com Máscaras
 
Pessoas, dentro, táxi
 

Instituto de Economia e Paz (Sydney, Austrália)

Índice Mundial da Paz - Portugal Top 3

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Tempo para a família

Instituto Nacional de Estatística

Índice de bem-estar em Portugal

Em Portugal através do Instituto Nacional de Estatística temos o Índice de Bem Estar desde 2013

 

Qual a evolução das condições materiais como o trabalho ou o bem estar económico e da qualidade de vida como a saúde ou o balanço vida trabalho?

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Indice de Bem Estar Gráfico PORDATA .jpg
 
Orgulho abraço

Assembleia Geral da ONU

Resolução adotada pela Assembleia Geral da ONU a 28 de junho de 2008 - Dia Internacional da Felicidade

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Assembleia Geral

 

Sexagésima sexta sessão

Ponto 14 de Ordem do Dia

 

Resolução adotada pela Assembleia Geral a 28 de Junho de 2012

66/281 – Dia Internacional da Felicidade

 

A Assembleia Geral

 

Relembrando a sua resolução 65/309 de 19 de Julho de 2011, na qual convidou os Estados-Membros a elaborar novas medidas que possam melhor ter em conta a importância da busca da felicidade e o bem estar para o desenvolvimento afim de orientar as suas políticas nacionais,


Sabendo que a procura da felicidade é um objetivo fundamental do ser humano

 

Consciente do interesse que se reveste a felicidade e o bem estar objetivos e aspirações de carácter universal na vida dos seres humanos em todo o mundo e tendo em mente que devem ser tidos em conta dentro de um programa de ação pública,

 

Igualmente consciente que é necessário ter em em conta o crescimento económico numa ótica mais alargada, mais equitativo e mais equilibrada, que favoreça o desenvolvimento durável, a eliminação da pobreza, assim que a felicidade e bem estar de todos os povos,

 

1. Decide proclamar o 20 de Março o Dia Internacional da Felicidade;

 

2. Convida todos os estados-membros, os organismos das Nações Unidas e outros organismos internacionais e regionais assim como a sociedade civil inclusivamente as organizações não governamentais e as particulares, a celebrar o dia internacional da felicidade no quadro de iniciativas educativas e de atividades de sensibilização;

 

3. Assim se solicita ao Secretário Geral a apresentação da presente resolução e à atenção de todos os Estados membros, dos organismos das Nações Unidas e das organizações da sociedade civil de forma a que esta jornada seja celebrada como é conveniente.

 

118ª Sessão Plenária

28 de Junho 2012

Tradução adaptada por Hélder dos Santos

 
Irmãos

Gabriel Leite Mota

Porque precisa a economia de felicidade

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Dia Internacional da Felicidade

a) Economia

b) Felicidade

c) Economia da Felicidade
 

A economia da felicidade é o estudo quantitativo e teórico da felicidade e da evolução positiva ou negativa do bem-estar na qualidade de vida, da satisfação de vida e de conceitos relacionados, normalmente combinando a economia com outros campos como a psicologia e a sociologia.

Gabriel Leite Mota é o primeiro e único economista português doutorado em Economia da Felicidade. É docente e investigador universitário. Colabora ou já colaborou com a Faculdade de Economia da Universidade do Porto, Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica Portuguesa, Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Licenciado e doutorado em economia, é o primeiro português especialista em Economia da Felicidade, participando em conferências internacionais sobre o tema desde 2005. É ainda divulgador científico da economia da felicidade a nível nacional (em conferências e nos media) e cronista no Público, P3 e Jornal de Letras.

Porque a felicidade é um assunto sério

Artigo jornalístico acedido a 18-03-2021

Vídeo acedido a 18-03-2021

 
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Reino do Butão

Felicidade Interna Bruta Critérios & Perguntas a Nós Próprios... Um exercício de cidadania... Sou feliz? Somos Felizes?

 
Lone Caminhada

Pordata / Fundação Francisco Manuel dos Santos

Grau de Felicidade com a Vida - A Felicidade e as Mulheres

Infografia Mulheres 2019 FMDS.jpg
 
Globo

GoodPlanet Foundation

Uma viagem pelo mundo... O que é a Felicidade

Good Planet 7 Billions Others.jpg
FelicidadeProf. Maria do Rosário Freitas - Professora de Filosofia
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FELICIDADE

“Experiência de plenitude, satisfação, resultante da obtenção daquilo a que o sujeito tendia ou a que aspirava. Esta parece ser a concepção geral de felicidade, que está na base das inúmeras definições apresentadas pelos diferentes autores.” (…).

Filósofos, Teólogos, Antropólogos, Sociólogos, Psicólogos, Psicanalistas, tentaram definir este conceito ou, analisar o que leva a esta ânsia de felicidade.

Como é muito ampla a diversidade de disciplinas e autores, vou basear-me em dois autores da Filosofia Clássica Grega procurando sintetizar, sem desvirtuar, as suas teorias.

Para Platão (séc. V a IV a.c.), a Felicidade consiste na contemplação da Ideia Suprema de Bem! Felicidade plena porque o Bem é Belo e, em conjunto são o Centro do Mundo Inteligível, o mundo utópico e Real do qual o mundo, denominado Sensível, o mundo material, é uma cópia, uma sombra do Inteligível. Através da Alegoria da Caverna (capítulo VII do Livro “A República”), revela o êxtase, a felicidade daquele que consegue sair da caverna e contemplar a Luz do Inteligível, contemplação esta só possível na vida ultraterrena.

Esta teoria vai ser abundantemente desenvolvida por Santo Agostinho, para quem a Felicidade não é possível no espaço terreno e consistirá na verdadeira e misteriosa participação na vida do próprio Deus.

Aristóteles (séc. V e IV a.c.), discípulo de Platão, deixou a mais ampla elaboração da Antiguidade sobre a Felicidade, de marcada fundamentação metafísica, exposta nos livros I e X da “Ética Nicomaqueia”. O que está em questão para Aristóteles é, como levar ao limite o aperfeiçoamento da natureza humana, procurando que a Felicidade não seja tão só humana, mas, participante da vida divina em si, só possível pela “vida contemplativa” que é o supremo fim e fim para si própria.

E, é São Tomás de Aquino que analisa e traduz a obra Aristotélica, que elabora a teoria da beatitude numa perspectiva de finalidade em que a Felicidade plena consiste no fim último de toda a actividade humana, sendo por isso a plena realização e perfeição do homem.

Toda a Filosofia Ocidental foi influenciada por estes dois grandes vultos da Antiguidade Clássica, mas, para não ficarmos com uma visão quase inalcançável da Felicidade há que referir que houve outras formas mais próximas da vida terrena. Os hedonistas, por exemplo, consideram que o que proporciona prazer, traz felicidade.

E, se conseguirmos pôr em prática o Imperativo Categórico de Immanuel Kant: “age de tal sorte que a máxima da tua vontade possa simultaneamente valer como princípio de uma legislação universal”. (2) sentiremos de certeza a satisfação, o prazer, a felicidade de termos agido bem.

  1. Citação do Professor Doutor Roque Cabral da Faculdade de Filosofia da Universidade Católica, retirada do seu artigo na Logos, Enciclopédia Luso-Brasileira de Filosofia, Tomo 2, pág. 475, Editorial Verbo, Lisboa/São Paulo, 1990.

  2. Citação do Professor Doutor Alexandre Fradique Mourão, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, pág. 1366, da mesma Enciclopédia e Tomo.

 

Maria do Rosário de Freitas

16/03/2021